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martedì
::Dizia...

Às vezes tu dizias:
os teus olhos são peixes verdes!
E eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas
E eu acreditava.
Acreditava, porque ao teu lado todas
as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era
Mas isso era no tempo dos segredos.
Era no tempo em que o teu corpo era
um aquário.
Era no tempo em que os meus olhos
Era no tempo em que os meus olhos
eram os tais peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:uns olhos
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade:uns olhos
como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor…
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor…
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certezade que todas
as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nomeno silêncio
só de murmurar o teu nomeno silêncio
do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de tinão há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus...
Eugénio de Andrade
Não temos já nada para dar.
Dentro de tinão há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus...
Eugénio de Andrade
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